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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Possibilidade de 2º turno com Marina Silva faz Ibovespa atingir máxima em 17 meses


Possibilidade de 2º turno com Marina Silva faz Ibovespa atingir máxima em 17 meses

Principal índice da Bolsa de Valores terminou a sessão em alta de 1,54%, a 58.449 pontos, puxado por Petrobras.


Ibovespa também atingiu maior pontuação no intraday de 2014 nesta terça (Reinaldo Canato/VEJA).


O principal índice da Bovespa fechou no maior nível em 17 meses nesta terça-feira, puxado pelas ações da Petrobras e de bancos e em meio a uma chance quase irreversível de haver segundo turno nas eleições presidenciais, com a ascensão de Marina Silva como candidata. O Ibovespa terminou a sessão em alta de 1,54%, a 58.449 pontos, maior patamar desde 11 de março de 2013, quando fechou em 58.544 pontos. Este foi o quarto pregão consecutivo de alta do índice. O giro financeiro do pregão somou 7,17 bilhões de reais. No meio do pregão (intraday), o Ibovespa chegou a atingir a máxima de 58.474 pontos...


Do calendário eleitoral, a entrevista da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) ao Jornal Nacional na noite de segunda-feira foi o capítulo mais recente e o desempenho de Dilma não passou incólume. "O desempenho dela não foi bom", disse o HSBC em nota a clientes. "Ela foi interrompida várias vezes enquanto respondia, estava sempre na defensiva e não foi capaz de passar mensagens claras e positivas". Além disso, o estrategista da Guide Investimentos, Luis Gustavo Pereira, afirma que a certeza da confirmação do nome da Marina Silva como candidata do PSB e a grande chance de haver segundo turno ajudou a "animar" a Bolsa no dia.


As ações da Petrobras, que têm reagido a eventos ligados ao cenário político, fecharam o dia com alta expressiva: as ações preferenciais (sem direito a voto no Conselho) subiram 2,65% para 20,94 reais cada, enquanto as ordinárias (com direito a voto) valorizaram-se em 3,30%, para 19,71 reais. No setor bancário, as ações de Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil não apenas responderam por importante influência positiva para o índice, como renovaram máximas de preço em 2014.


Na ponta negativa, a mineradora MMX despencou, com a expectativa de que ela peça recuperação judicial. Mas, a empresa afirmou que não há qualquer deliberação em curso acerca do assunto.


Câmbio — O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira, pela quarta sessão consecutiva, também pressionado pelas expectativas em torno das eleições presidenciais. No fim do dia, o dólar à vista fechou em 2,2510 reais, queda de 0,31% no balcão. O volume de negócios totalizou 1,470 bilhão de dólares. No mercado futuro, o dólar para setembro recuava 0,37%, a 2,2580 reais.

(Com agência Reuters)

Fonte: Revista Veja
http://wendellche.blogspot.com.br/
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