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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Mortes de PMs em favelas com UPP já superam o dobro de 2013 Comandante da UPP Nova Brasília morreu após ser baleado em confronto no Alemão

Mortes de PMs em favelas com UPP já superam o dobro de 2013

Comandante da UPP Nova Brasília morreu após ser baleado em confronto no Alemão
Do R7
Uanderson Manoel da Silva estava havia 11 anos na Polícia MilitarReprodução / Internet
Faltando mais de três meses para o fim do ano, 2014 registrou sete mortes de policiais militares em confrontos em comunidades pacificadas do Rio de Janeiro. Com a morte do capitão Uanderson Manoel da Silva, comandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) Nova Brasília, no Complexo do Alemão, durante confronto na comunidade, na quinta-feira (11), o índice superou o dobro do ano passado, que foi de três PMs assassinados.
Segundo a CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora), em 2012, foram registradas quatro mortes de PMs durante conflitos em áreas pacificadas. Os dados são apenas de PMs em serviço. Assassinatos de PMs em dias de folga não são contabilizados.
Antes de 2012, nenhum policial militar foi morto em comunidades pacificadoras. A primeira UPP foi implantada em 2008, na comunidade Santa Marta, em Botafogo, zona sul do Rio.
Neste ano, cinco das sete mortes aconteceram nos complexos da Penha e do Alemão, que são vizinhos na zona norte da capital.
Relembrem os casos:
2014
Soldado Alda Rafael Castilho, de 27 anos, morta em 2 de fevereiro (UPP Parque Proletário);
Soldado Wagner Vieira Cruz, de 33 anos, ferido na madrugada do dia 28 de fevereiro e morto em 6 de março (UPP Vila Cruzeiro);
Soldado Rodrigo de Souza Paes Leme, de 33 anos, morto em 6 de março (UPP Nova Brasília);
- Aspirante a oficial Leidson Acácio Alves Silva, de 27 anos, morto em 13 de março (UPP Vila Cruzeiro);
- Soldado Fábio Gomes da Silva, de 30 anos, morto em 23 de junho (UPP Fazendinha);
- Soldado Weslley dos Santos da Silva Lucas, de 30 anos, morto em 12 agosto (UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro);
- Capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, morto em 11 de setembro (UPP Nova Brasília).
2013
- Soldado Paulo Ricardo Fontes Carreira, de 30 anos, morto em 18 de agosto (UPP Batan);  
- Soldado Anderson Dias Brazuna, de 34 anos, morto em 06 de outubro (UPP Cidade de Deus);  
- Soldado Melquizebeque dos Santos Basílio, de 29 anos, morto em 02 de novembro (UPP Parque Proletário).  
2012
- Soldado Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, morta em 23 de julho (UPP Nova Brasília);
- Soldado Diego Bruno Barboza Henriques, de 24 anos, morto em 13 de setembro (UPP Rocinha);  
- Sargento Paulo Cézar Lima Junior, de 33 anos, do BPChoque, morto no Morro da Coroa em 15 de setembro (UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro);  
Cabo Fabio Barbosa da Silva, de 38 anos, morto em 05 de dezembro (UPP Alemão).  
78 PMs mortos em 5 anos
Dados divulgados pela Polícia Militar mostram que, nos últimos cinco anos, 78 policiais militares em serviço foram assassinados no Rio de Janeiro.
Até agora, 2014 registrou 15 mortes de PMs no Estado, 13 delas em confronto. No ano passado, dos 18 policiais mortos, 14 foram em confronto. Em 2012, somente um dos 15 assassinatos de policiais não foi decorrente de confronto.
Em 2011 e 2010, os conflitos não foram a principal causa dos assassinatos de PMs. Em 2011, três das nove mortes de policiais militares ocorreram em confronto. Já em 2010, dos 21 policiais assassinados em horário de trabalho, 11 foram em confronto com criminosos.
Por meio de nota, a Polícia Militar informou, na manhã desta sexta (12), que faz o levantamento de mortes de PMs em dias de folga, mas não distingue mortes naturais das ocorridas por assassinato.
O sepultamento do comandante da UPP Nova Brasília foi marcado para as 16h desta sexta, na capela A do cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste da capital. O capitão Uanderson atuou por 11 anos na Polícia Militar. Ele trabalhou no 14º batalhão (Bangu), na zona oeste do Rio, 15º (Duque de Caxias), na Baixada Fluminense, e 41º (Irajá), na zona norte. Há três meses, o capitão comandava a UPP Nova Brasília. O PM era casado e tinha uma filha de sete anos.
Colaborou Jesiel Gadioli, do R7 Rio
Assista à reportagem: 
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