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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

No DF, pastor é agredido por causa de assento de ônibus e perde o olho Estado de saúde é grave; suspeito ocupava poltrona reservada pela vítima. Homem iria acompanhar filho mais velho em desfile de 7 de Setembro.

No DF, pastor é agredido por causa de assento de ônibus e perde o olho

Estado de saúde é grave; suspeito ocupava poltrona reservada pela vítima.
Homem iria acompanhar filho mais velho em desfile de 7 de Setembro.

Raquel MoraisDo G1 DF
O pastor Alessandro Veloso Pires, que foi agredido em ônibus a caminho do DF (Foto: Patrick Lucas Pires/Arquivo Pessoal)O pastor Alessandro Veloso Pires, que foi agredido
em ônibus a caminho do DF
(Foto: Patrick Lucas Pires/Arquivo Pessoal)
Um pastor de 40 anos perdeu o olho e parte de massa encefálica depois de ser golpeado com uma faca dentro de um ônibus interestadual que parou na rodoviária de Taguatinga, no Distrito Federal, no último domingo (7). Testemunhas dizem que o pastor, Alessandro Veloso Pires, foi atingido por um homem que se recusou a desocupar a poltrona reservada por ele. Pires está internado em estado grave no Hospital de Base. A Polícia Civil procura o suspeito.
O pastor saiu de Goiânia (GO) com os dois filhos mais novos, de 5 e 12 anos, para assistir ao primogênito desfilar pelo Exército nas celebrações da Independência. Ele havia reservado os assentos 38 e 40. Ao entrar no ônibus, encontrou um homem ocupando um deles.
"Meu pai falou que o cara podia ficar lá, que tinha outras poltronas vazias. Simplesmente isso, não teve diálogo, discussão, não teve nada", afirma Patrick Lucas Pires, militar e filho mais velho da vítima.
Ele deu vários golpes na cabeça do meu pai. Meu irmão de 12 anos, quando viu a cena, começou a gritar: 'para, não faz isso não, ele é meu pai'. Depois o cara fugiu."
Patrick Lucas Pires,
filho mais velho da vítima
De acordo com o rapaz, assim que o veículo estacionou em Taguatinga o homem se levantou e agrediu o pastor. Pires estava com o filho de 5 anos no colo, enquanto o outro ocupava a cadeira ao lado.
"[Foi] do nada", diz o militar. "Ele deu vários golpes na cabeça do meu pai. Meu irmão de 12 anos, quando viu a cena, começou a gritar: 'para, não faz isso não, ele é meu pai'. Depois o cara fugiu."
O pastor passou por cirurgia e corre risco de morte. Procurada pelo G1, a Secretaria de Saúde informou que não divulga informações sobre vítimas de crimes ou investigações policiais para preservar a segurança delas.
A reportagem também tentou contato com a Viação Goiânia por meio dos três telefones disponibilizados no site da empresa e por e-mail, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. O caso é investigado como tentativa de homicídio pela 12ª Delegacia de Polícia.
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